Leila quando saía de casa mexia com os corações dos meninos.Os bolsos de suas roupas ficavam cheios de bilhetinhos apaixonados.Ela sempre mostrou-se solidária com as pessoas que pediam-lhe ajuda.Seu sorriso contagiava a todos que a cercavam.Para ela não existia diferença entre o rico e o pobre, o branco e o negro, o feio e o bonito, o letrado e o analfabeto, o gordo e o magro...
Foi em uma Festa Natalina que ela conheceu o jovem Antônio.Apaixonou-se pelo moço estranho que havia chegado à cidade.E desse encontro nasceu o verdadeiro amor que a levou ao matrimonio.E dessa paixão nasceram três filhos:Gilberto,Márcio e Alexia.
O maior sonho de Leila foi estudar os filhos.Mesmo que ela tivesse um passado cheio de glória queria que seus filhos tivessem além... e chegassem aos bancos Universitários.
A vida não lhe deu muita escolha e ela teve que deixar as coisas que amava para ser boa mãe e esposa.
Seus cabelos castanhos claros agora já estavam prateados, e as primeiras rugas alquebravam no rosto de quem outrora tinha a pele suave que mais parecia ser de uma boneca.
Por mais que a vida mostrasse as avalanches de dificuldades ela vencia com otimismo. Nunca deixou de sonhar...Sempre ao lado do esposo Antônio encontrou o apoio que tanto precisava.
Trabalhou muito para ajudar o esposo e também para realizar o sonho que almejou na vasta jornada.
Sonho realizado.Dia de festa, seu filho primogênito Gilberto concluiu a faculdade.Quantas alegrias!
Mas o retorno ao lar, lágrimas brotaram nos olhos de Leila ela percebeu a primeira cama vazia.
O filho Marcio, também concluiu os estudos.Segundo sonho realizado.Leila, embora não quisesse demonstrar a dor da separação despediu de Márcio com um sorriso nos lábios, desejou-lhe sucesso nos dias vindouros.Quando entrou porta adentro de sua casa, viu a segunda cama vazia.Chorou sozinha sem que ninguém percebesse o vazio daquela casa sem o sorrisos e brincadeiras dos filhos.
O tempo passou rápido ela nem deu conta que agora restavam naquela casa três pessoas: ela, Aléxia e Antônio o companheiro de todas as horas, que sempre teve tempo disponível para fazer-lhe carinho e dizer: – “hoje você está linda...”
Agora nova batalha. Alexia entrava na faculdade, para estudar Ciência da Computação, prometeu nunca sair de juntos dos pais.Ela era a íris daquela casa.
E no segundo semestre dos estudos uma doença chegou com força e a fez romper a promessa feita aos pais, deixando o vazio da sua presença para Antônio e Leila, a morte levou a filha que eles tanto amavam.
Choraram por sonhos desmoronados. Leila chorou lastimou e disse: ––talvez se não tivesse a ideia fixa de estudar os filhos não estariam tão sozinhos.
Levaram muitos anos para acostumar na casa grande com camas vazias. Para deixar o ambiente alegre ,Leila, enfeitou as camas com alguns brinquedos que restaram.
Mas, Antônio nunca se conformou com as falcatruas da vida e deixou-se abater pelo infeliz destino de ter perdido a única filha, e novamente a doença chegou arrebatando mais sofrimento. E numa manhã de verão antes mesmo do sol nascer a véspera de natal, ele fechou os olhos para sempre.
E Leila adentrou em sua casa olhou para seu quarto e viu mais um espaço vazio.
Lembrou o que o marido havia lhe dito – por mais que o destino fosse difícil haveria retorno.Os filhos são o complemento do casamento.Para ela ainda restavam: Gilberto e Márcio.
Leila sentiu seu mundo desmoronar tudo que um dia sonhou – apenas sobrou um punhado de cinzas no coração abatido. Não parece mais à pessoa que esbanjou alegria.
Seus lábios trazem um sorriso triste e a certeza de uma perdedora.
E no seu romantismo ela gravou na mente que seu melhor amigo se chama: Sol.Com ele ao seu lado, nunca anda sozinha, porquê ele desenha sua imagem.
Desiludida às vezes conversa com a sombra e dança para vê-la bailar... Reclama com freqüência de um mundo contraditório.Ficou presa a uma grande dor.É difícil olhar para Leila e não dizer: – será que um dia ela foi feliz de verdade?
Talvez até respondesse – somente se não existisse a morte.
As folhas de seus álbuns são folheadas diariamente, para rever a menina de outrora e comparar com a mulher frustrada pelas amarras do destino.
Ela detesta a chuva, fica amargurada em cada pingo que escorre pelo telhado sente que junto dele escorre a saudade do passado.
Da bela menina chegou a uma grande mulher,e de uma grande mulher passou ser o símbolo da derrota.
Assim mesmo ela sempre alerta os amigos – os sonhos são construtivos e passiveis e não impossíveis.Ninguém vive sem sonhar...Ninguém pode fazer sua escolha, mas ser o escolhido.
Texto: Ivone Daura da Silva
Lages,outubro de 2008.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
terça-feira, 18 de outubro de 2011
OUTONO
Poesia
Hoje me vesti de outono
Deixei esquecidas as outras estações
Ouvi o gaguejar do vento
A lamúria das águas do rio que cruza a cidade
Cujas águas se espaçam
Abrem a mantilha sobre as pedras.
O bonde passa despreocupado
O padeiro sobe a ladeira
Os braços das árvores
Perderam as mãos
As flores choramingam
A beleza parece ranger
Folhas secas
O tempo amarelou
O ritmo suado deste dia.
Caderno de AUTORIA - SESC, Lages/SC
P.32, Ivone Daura
Hoje me vesti de outono
Deixei esquecidas as outras estações
Ouvi o gaguejar do vento
A lamúria das águas do rio que cruza a cidade
Cujas águas se espaçam
Abrem a mantilha sobre as pedras.
O bonde passa despreocupado
O padeiro sobe a ladeira
Os braços das árvores
Perderam as mãos
As flores choramingam
A beleza parece ranger
Folhas secas
O tempo amarelou
O ritmo suado deste dia.
Caderno de AUTORIA - SESC, Lages/SC
P.32, Ivone Daura
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
O Laço e o Abraço
Veja a beleza deste poema!
A amizade é um amor que nunca morre. (Mário Quintana)
O LAÇO E O ABRAÇO - Mário Quintana
Meu Deus! Como é engraçado!
Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço... uma fita dando voltas.
Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o laço.
É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço.
É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer coisa onde o faço.
E quando puxo uma ponta, o que é que acontece?
Vai escorregando...devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço. Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido. E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.
Ah! Então, é assim o amor, a amizade. Tudo que é sentimento. Como um pedaço de fita. Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço.
Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços. E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.
Então o amor e a amizade são isso... Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.
Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço!
Do grande Poeta - Mário Quintana.
A amizade é um amor que nunca morre. (Mário Quintana)
O LAÇO E O ABRAÇO - Mário Quintana
Meu Deus! Como é engraçado!
Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço... uma fita dando voltas.
Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o laço.
É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço.
É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer coisa onde o faço.
E quando puxo uma ponta, o que é que acontece?
Vai escorregando...devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço. Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido. E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.
Ah! Então, é assim o amor, a amizade. Tudo que é sentimento. Como um pedaço de fita. Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço.
Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços. E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.
Então o amor e a amizade são isso... Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.
Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço!
Do grande Poeta - Mário Quintana.
sábado, 17 de setembro de 2011
IV Bienal do Livro de Santa Catarina
IV Bienal do Livro de Santa Catarina
A principal cidade da Serra Catarinense, Lages com toda a sua beleza deslumbradas entre as coxilhas que formam as mais belas paisagens, o seu povo hospitaleiro na revoadas das Letras,no show da Literatura e no pouso das Palavras, convidam para a 4 ª Bienal do Livro de Santa Catarina,que acontecerá entre os dias 19 à 25 de setembro de 2011.Local CentroSerra.
A FCL- Fundação Cultural de Lages, ALE-Associação Lageana de Escritores,SESC- Serviço Empresarial de SC e Instituto José Paschoal Baggio, estarão junto ao evento enaltecendo o encontro com os livros.
Presidente da ALB/Lages- Academia de Letras do Brasil-Ivone Daura
A principal cidade da Serra Catarinense, Lages com toda a sua beleza deslumbradas entre as coxilhas que formam as mais belas paisagens, o seu povo hospitaleiro na revoadas das Letras,no show da Literatura e no pouso das Palavras, convidam para a 4 ª Bienal do Livro de Santa Catarina,que acontecerá entre os dias 19 à 25 de setembro de 2011.Local CentroSerra.
A FCL- Fundação Cultural de Lages, ALE-Associação Lageana de Escritores,SESC- Serviço Empresarial de SC e Instituto José Paschoal Baggio, estarão junto ao evento enaltecendo o encontro com os livros.
Presidente da ALB/Lages- Academia de Letras do Brasil-Ivone Daura
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Instituto José Paschoal Baggio
Ser Escritor
O Instituto José Paschoal Baggio por meio do Programa Lendo e Relendo realizou o encontro de professores,alunos e escritores às 9h00 do dia 13/09/11 em Lages,SC.
A abertura deu-se com a Professora e Gerente Executiva Edite Moraes, que enfatizou sobre a 4ª Bienal do Livro de Santa Catarina.
A Escritora e Vice -presidente da ALE-Associação Lageana de Escritores Eva da Silva, ressaltou a importância da parceria que enriquece o trabalho em sala de aula,com enfoques da escrita e da leitura no cotidiano.
A Escritora Salete Bueno, fez o convite para visitarem o Stand da ALE, e a participação dos eventos previstos junto a Bienal.
Ivone Daura, Presidente da ALB- Academia de Letras do Brasil─ municipal e sócia da ALE,palestrou sobre a temática: “Ser Escritor-Vida e Obra” aos alunos do Ensino Fundamental de 6º ao 7º ano, visando a importância de um escritor frequentar Cursos e Oficinas Literárias, ser um eterno amante das letras.
Momentos que levaram os alunos à valorização da escrita do aprender e reaprender.
Os alunos junto a Bienal,participarão de atividades relacionadas com perguntas sobre os livros e biografias de cinco escritores lageanos:
-Paulo Derengoski,
-Silda Thereza Carbonera,
-Salete Aparecida Bueno,
-Marilda Wolff
- Ivone Daura da Silva.
Ciente do sucesso, junto minhas mãos, para aplaudi-los.Parabéns!
Ivone Daura
O Instituto José Paschoal Baggio por meio do Programa Lendo e Relendo realizou o encontro de professores,alunos e escritores às 9h00 do dia 13/09/11 em Lages,SC.
A abertura deu-se com a Professora e Gerente Executiva Edite Moraes, que enfatizou sobre a 4ª Bienal do Livro de Santa Catarina.
A Escritora e Vice -presidente da ALE-Associação Lageana de Escritores Eva da Silva, ressaltou a importância da parceria que enriquece o trabalho em sala de aula,com enfoques da escrita e da leitura no cotidiano.
A Escritora Salete Bueno, fez o convite para visitarem o Stand da ALE, e a participação dos eventos previstos junto a Bienal.
Ivone Daura, Presidente da ALB- Academia de Letras do Brasil─ municipal e sócia da ALE,palestrou sobre a temática: “Ser Escritor-Vida e Obra” aos alunos do Ensino Fundamental de 6º ao 7º ano, visando a importância de um escritor frequentar Cursos e Oficinas Literárias, ser um eterno amante das letras.
Momentos que levaram os alunos à valorização da escrita do aprender e reaprender.
Os alunos junto a Bienal,participarão de atividades relacionadas com perguntas sobre os livros e biografias de cinco escritores lageanos:
-Paulo Derengoski,
-Silda Thereza Carbonera,
-Salete Aparecida Bueno,
-Marilda Wolff
- Ivone Daura da Silva.
Ciente do sucesso, junto minhas mãos, para aplaudi-los.Parabéns!
Ivone Daura
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Alfredo Wagner
III Encontro Catarinense de Escritores
Alfredo Wagner
Passeios, palestras,apresentações artísticas e danças estiveram presentes no III Encontro de Escritores em Alfredo Wagner.
Parabenizo
a todos os organizadores pela recepção e habilidade junto ao contexto da cultura.
Quero destacar o Presidente da Academia de Letras Brasil – Dr. Mário Carabajal Lopes pela valorização aos escritores. Fazendo parte da comissão da mesa enalteceu ainda mais o momento literário.
Mauro Demarchi pela programação em Sessão Solene que, esteve a frente da entrega da diplomação para iniciativas e ações que visem o desenvolvimento humano no Município e no Estado.
Eng. Altair Wagner que mantém o Museu Arqueológico da Lomba Alta e membro fundador e vice-presidente da Academia de Letras do Brasil /SC, com enfoques riquíssimo da palestra:A História do Município.
A Presidente da ALB/SC (municipal) Bertolina Maffei e a Secretária da Educação: Abertina M. Rover,que não se intimidaram diante as dificuldades.Ativas contribuíram para enriquecimentos de valores.
Os esforços de todos fizeram plantar uma semente literária que crescerá frutos e novas sementes cresceram na mente daqueles que buscam novos sonhos na escrita.E acreditam no ofício das letras com o papel importante no avanço da cultura o galgar para um futuro junto ao mundo das letras.
A ALE-Associação Lageana de Escritores estiveram presentes e construíram um castelo do saber.Muitas ideias guardadas em uma síntese de palestras, debates,confraternizações nas veredas de novos conhecimentos que advertem por mais, que a tecnologia moderna esteja presente; a mente humano supera com o cérebro.
Eu, Presidente da ALB de Lages –Academia de Letras do Brasil,estive junto a tamanho desafio, raiando novos horizontes , meta desse encontro.
Na certeza do “IV Encontro” aguardarei...
Obrigada!!!
Ivone Daura
Alfredo Wagner
Passeios, palestras,apresentações artísticas e danças estiveram presentes no III Encontro de Escritores em Alfredo Wagner.
Parabenizo
a todos os organizadores pela recepção e habilidade junto ao contexto da cultura.
Quero destacar o Presidente da Academia de Letras Brasil – Dr. Mário Carabajal Lopes pela valorização aos escritores. Fazendo parte da comissão da mesa enalteceu ainda mais o momento literário.
Mauro Demarchi pela programação em Sessão Solene que, esteve a frente da entrega da diplomação para iniciativas e ações que visem o desenvolvimento humano no Município e no Estado.
Eng. Altair Wagner que mantém o Museu Arqueológico da Lomba Alta e membro fundador e vice-presidente da Academia de Letras do Brasil /SC, com enfoques riquíssimo da palestra:A História do Município.
A Presidente da ALB/SC (municipal) Bertolina Maffei e a Secretária da Educação: Abertina M. Rover,que não se intimidaram diante as dificuldades.Ativas contribuíram para enriquecimentos de valores.
Os esforços de todos fizeram plantar uma semente literária que crescerá frutos e novas sementes cresceram na mente daqueles que buscam novos sonhos na escrita.E acreditam no ofício das letras com o papel importante no avanço da cultura o galgar para um futuro junto ao mundo das letras.
A ALE-Associação Lageana de Escritores estiveram presentes e construíram um castelo do saber.Muitas ideias guardadas em uma síntese de palestras, debates,confraternizações nas veredas de novos conhecimentos que advertem por mais, que a tecnologia moderna esteja presente; a mente humano supera com o cérebro.
Eu, Presidente da ALB de Lages –Academia de Letras do Brasil,estive junto a tamanho desafio, raiando novos horizontes , meta desse encontro.
Na certeza do “IV Encontro” aguardarei...
Obrigada!!!
Ivone Daura
domingo, 28 de agosto de 2011
Poesia- Menina faceira
Na frente do Espelho
Menina faceira
Rebola a cintura
Remexe a cabeça
Na frente do espelho
Menina faceira
Esquece do mundo
Apaixona-se pela sua imagem
Na frente do espelho
Aprende a sorrir
Aprende amar
Descobre talentos
Na frente do espelho
Da terra ascende um raio
Do céu um trovão
O espelho é despedaçado
Menina faceira
Perde, o mundo encantado.
Autora- Ivone Daura -2010
Sandra minha nora e Bianca,minha neta faceira(...)
Menina faceira
Rebola a cintura
Remexe a cabeça
Na frente do espelho
Menina faceira
Esquece do mundo
Apaixona-se pela sua imagem
Na frente do espelho
Aprende a sorrir
Aprende amar
Descobre talentos
Na frente do espelho
Da terra ascende um raio
Do céu um trovão
O espelho é despedaçado
Menina faceira
Perde, o mundo encantado.
Autora- Ivone Daura -2010
Sandra minha nora e Bianca,minha neta faceira(...)
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Saudades de Araranguá
Saudades de Araranguá
Cidade de Araranguá
Minha esplendorosa terra natal
Cidade onde eu cresci.
Foi grande a felicidade
Dos anos que passei junto a ti.
Lembro das brincadeiras
Dos tempos de criança,
Pisando forte na areia
Para ver os meus pés afundar.
Com os braços abertos eu corria
Para sentir em meu corpo
A suave brisa tocar.
Belas são as tuas praias
Que, tanto brinquei e me banhei
Sentada junto a areia
Perfeitos castelos eu levantei.
Do rio que atravessa a cidade
Que saudade eu tenho!
Das águas límpidas correntes
E das minhas brincadeiras inocentes.
Hoje mesmo distante
As recordações são constantes
Dos meus tempos de criança
Da cidade das avenidas
Que fez a diferença.
Por toda a minha vida.
Autora: Ivone Daura
13/06/08
Meus pais- Nelson, Rosa e minha filha Alessandra(in-memorian)
Cidade de Araranguá
Minha esplendorosa terra natal
Cidade onde eu cresci.
Foi grande a felicidade
Dos anos que passei junto a ti.
Lembro das brincadeiras
Dos tempos de criança,
Pisando forte na areia
Para ver os meus pés afundar.
Com os braços abertos eu corria
Para sentir em meu corpo
A suave brisa tocar.
Belas são as tuas praias
Que, tanto brinquei e me banhei
Sentada junto a areia
Perfeitos castelos eu levantei.
Do rio que atravessa a cidade
Que saudade eu tenho!
Das águas límpidas correntes
E das minhas brincadeiras inocentes.
Hoje mesmo distante
As recordações são constantes
Dos meus tempos de criança
Da cidade das avenidas
Que fez a diferença.
Por toda a minha vida.
Autora: Ivone Daura
13/06/08
Meus pais- Nelson, Rosa e minha filha Alessandra(in-memorian)
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Bairro Caravagio
Bairro Caravagio- Lages/SC
Após as fortes chuvas encontrei o Bairro Caravagio invadido pelas águas.
Famílias desabrigadas e outras sendo socorridas pelos amigos bombeiros .
Porém ,mesmo entristecida o que mais me chamou atenção foi o acúmulo de lixos como garrafas de refrigerantes sendo trazidos pelas águas.Até quando o povo vai parar e “pensar” que os maiores prejudicados são eles?
As ruas viraram lagos e canoas meio de transportes.Idosos e crianças,sendo retirados de seus aconchegos ,famílias tendo que recomeçar do zero.Lágrimas escorrendo pelas faces de rostos sofridos.
Se cada um fizesse a sua parte talvez não houvesse esse tipo de tragédia.
Vamos se conscientizar e de mãos dadas respeitar o ser humano e também o meio ambiente.
O melhor lugar do lixo realmente e no lixeiro não em bueiros e encosta de terrenos baldios...
A vida existe para ser vivida.
Hoje choram eles e, amanhã quem vai chorar (...)
Ivone Daura.
Após as fortes chuvas encontrei o Bairro Caravagio invadido pelas águas.
Famílias desabrigadas e outras sendo socorridas pelos amigos bombeiros .
Porém ,mesmo entristecida o que mais me chamou atenção foi o acúmulo de lixos como garrafas de refrigerantes sendo trazidos pelas águas.Até quando o povo vai parar e “pensar” que os maiores prejudicados são eles?
As ruas viraram lagos e canoas meio de transportes.Idosos e crianças,sendo retirados de seus aconchegos ,famílias tendo que recomeçar do zero.Lágrimas escorrendo pelas faces de rostos sofridos.
Se cada um fizesse a sua parte talvez não houvesse esse tipo de tragédia.
Vamos se conscientizar e de mãos dadas respeitar o ser humano e também o meio ambiente.
O melhor lugar do lixo realmente e no lixeiro não em bueiros e encosta de terrenos baldios...
A vida existe para ser vivida.
Hoje choram eles e, amanhã quem vai chorar (...)
Ivone Daura.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Pescador
Pescador
Vejo ao longe o horizonte
O sol que finda o entardecer,
Entre o ruivo céu
Desaparece com seus belos raios .
Na ofegante noite,
A criança chora...
E na passarela da vida,
O intrigante gemido do ancião.
No bar da esquina,o sorriso dos namorados.
A saudade incidia dois corações.
As casas se fecham,
Aos poucos a cidade dorme.
Um grito na noite estremece...
O cachorro late no pátio
As aves se encolhem em seus ninhos
Enquanto o barco atravessa o mar.
O pescador sem rumo sofre,
A fúria das águas impede a pescaria,
Do exausto trabalho o pescador lamenta.
Suas mãos estão calejadas de remar
O suor escorre e a alma sangra,
Sonha com a sorte de regressar.
A tempestade agride o pescador
Que chora na imensidão da noite.
O barco afunda, os remos boiam,
Os peixes voltam ao mar.
A morte cruza naquele momento
E alguém ficou com o coração machucado
Saudosa a lhe esperar (...)
Poesia escrita à REVISTA EXPRESSIVA – LAGES/SC
P, 49/ autora: Ivone Daura
Junho de 2011
Vejo ao longe o horizonte
O sol que finda o entardecer,
Entre o ruivo céu
Desaparece com seus belos raios .
Na ofegante noite,
A criança chora...
E na passarela da vida,
O intrigante gemido do ancião.
No bar da esquina,o sorriso dos namorados.
A saudade incidia dois corações.
As casas se fecham,
Aos poucos a cidade dorme.
Um grito na noite estremece...
O cachorro late no pátio
As aves se encolhem em seus ninhos
Enquanto o barco atravessa o mar.
O pescador sem rumo sofre,
A fúria das águas impede a pescaria,
Do exausto trabalho o pescador lamenta.
Suas mãos estão calejadas de remar
O suor escorre e a alma sangra,
Sonha com a sorte de regressar.
A tempestade agride o pescador
Que chora na imensidão da noite.
O barco afunda, os remos boiam,
Os peixes voltam ao mar.
A morte cruza naquele momento
E alguém ficou com o coração machucado
Saudosa a lhe esperar (...)
Poesia escrita à REVISTA EXPRESSIVA – LAGES/SC
P, 49/ autora: Ivone Daura
Junho de 2011
sábado, 23 de julho de 2011
Uma História de Despedida
Muita emoção no lançamento do filme “Uma História de Despedida”
Pré-estreia aconteceu dia 30 e exibição pública será dia 3, no Teatro Univesc
A partir do livro “O Mundo de Ales”, escrito por Ivone Daura Silva, que viveu o drama da perda de sua jovem filha, o diretor Marcelo Farias se emocionou tanto, que mesmo nunca tendo feito uma produção cinematográfica, chegar a produzir um curta, que teve o pré-lançamento na noite de terça-feira, 30, para a imprensa, elenco e produção. Na sexta-feira, 03, no Teatro Univesc, acontece exibição pública, com entrada franca, às 19h309mim.
No pré-lançamento estiveram presentes a quase totalidade do elenco, com destaque para as presenças de Marcia Macedo, Nelson Formiga, Thiago de Oliveira, Simone Padilha e Lota Lotar, juntamente com a equipe de produção: Diogo Gogoy, Vilmar Reis e Francisco Kirchner, que foi o produtor geral e também a presença do artista plástico Pedro Wilbert, autor das animações.
Depois da exibição do filme, onde foi tão grande a emoção, que a maioria dos presentes não conteve as lágrimas, tal a intensidade do roteiro e a interpretação dos atores, somou-se o depoimento da autora, Daura Silva, que na realidade é a mãe da personagem central da história, que deu base ao filme. As lágrimas afloraram e não deve ser diferente em outras exibições e nesse mérito está o trabalho do jovem diretor Marcelo Farias, que também se emocionou muito.
REDE DE ENSINO UNIVEST
Av. Marechal Floriano 947 - Fone (49) 3289-4000 - Lages - SC - CEP 88501-103
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Minha Festa
Minha Festa
No Clube Diamante do centro da cidade, Ricardo festejava seu aniversario entre vários amigos.Deu entrevista e pousou com os convidados uma foto para o jornal.Seria uma noite inesquecível: abraços, presentes, bebidas e muita comida fizeram a festa dos seus vinte e cinco anos.
Porém, teria que ir para casa, sabia do compromisso logo ao amanhecer.Ele trabalhava 15 quilômetros de distância, e o patrão não era nada tolerante.
Os amigos se foram. O relógio marcava duas horas.
Sentindo intensa alegria, olhou para o céu e conversou com as estrelas, que mais parecia o alfabeto unindo as letras e respondendo brilhantes, suas perguntas.Chegou em casa, falou para a esposa Marlene:
— Sou o homem mais feliz da face da terra...
Olhou para o sofá, viu seu cachorro deitado lhe esperando. Quando foi brincar com seu amigo, Marlene o fez recordar que teria compromisso de ir trabalhar e o relógio não parava...
Ricardo deitou cansado e dormiu feliz. Nem ouviu o relógio despertar.Acordou com meia hora de atraso.Levantou rapidamente trocando os seus chinelos pelos da Marlene.
Uma dor terrível de barriga fez ele ir ao banheiro ”todo borrado”. Quando foi fazer a higiene: cadê papel?
Foi então tomar banho; quando ligou o chuveiro: cadê água?
A todo instante ele olhava o relógio...
Não daria tempo para o café, mas faria um chá de macela para tirar o enjôo.Porém: cadê gás?
Saiu apavorado, chegou na garagem, ligou o carro: cadê gasolina?
Estava se sentindo uma ave fora do seu habitat e resolveu chamar um táxi.Ainda estava em tempo para chegar ao trabalho.
Após rodar 2 quilômetros o táxi rodopiou na pista batendo contra um muro. Ricardo e o motorista sofreram pequenas lesões.O taxista ainda tentou levar o passageiro, mas quando ligou o carro: cadê embreagem?
Inconformado, Ricardo acenou para o primeiro ônibus que passou. Após 3 quilômetros de viagem, foram parados por uma blitz.Ninguém poderia deixar o ônibus.E lá se foi... mais uma hora.
Quando liberados, ele estava exausto, horrível, mal -cheiroso pelo transtorno daquele dia.
Chegou no trabalho e deu de cara com o patrão. Olhou em cima da escrivaninha e viu sua foto com os amigos na primeira página do jornal.Sentiu vontade de comer aquele jornal diante o patrão, e se engasgar com o seu próprio ódio. Quem sabe assim passaria o enjôo.Como dar explicações por tudo que havia passado até chegar o local de trabalho? Cadê coragem?
Com a cara horrorosa o patrão entregou a advertência de quinze dias.
Ricardo voltou para casa exausto e decepcionado e, para sua surpresa, Marlene o esperava com um televisor que comprara a prestação.
Ele apenas olhou e perguntou:
— Chegou água?
Ela olhou torceu o nariz e disse:
— O caminhão que trouxe a TV furou o cano. Tomei banho na casa da vizinha.
Desanimado, Ricardo entrou em casa sem nada falar.Estava com medo até da sua sombra. Seu cachorro latiu mostrando a correspondência sobre a mesa.Ricardo abriu e leu o número premiado do bilhete de loteria que tinha ganhado de presente no aniversário.
Naquele instante, sentiu a grande virada da sua vida. Esqueceu tudo e mandou o patrão para o inferno.
Livro Entre sem bater- 50,51,52.Autora- Ivone Daura
No Clube Diamante do centro da cidade, Ricardo festejava seu aniversario entre vários amigos.Deu entrevista e pousou com os convidados uma foto para o jornal.Seria uma noite inesquecível: abraços, presentes, bebidas e muita comida fizeram a festa dos seus vinte e cinco anos.
Porém, teria que ir para casa, sabia do compromisso logo ao amanhecer.Ele trabalhava 15 quilômetros de distância, e o patrão não era nada tolerante.
Os amigos se foram. O relógio marcava duas horas.
Sentindo intensa alegria, olhou para o céu e conversou com as estrelas, que mais parecia o alfabeto unindo as letras e respondendo brilhantes, suas perguntas.Chegou em casa, falou para a esposa Marlene:
— Sou o homem mais feliz da face da terra...
Olhou para o sofá, viu seu cachorro deitado lhe esperando. Quando foi brincar com seu amigo, Marlene o fez recordar que teria compromisso de ir trabalhar e o relógio não parava...
Ricardo deitou cansado e dormiu feliz. Nem ouviu o relógio despertar.Acordou com meia hora de atraso.Levantou rapidamente trocando os seus chinelos pelos da Marlene.
Uma dor terrível de barriga fez ele ir ao banheiro ”todo borrado”. Quando foi fazer a higiene: cadê papel?
Foi então tomar banho; quando ligou o chuveiro: cadê água?
A todo instante ele olhava o relógio...
Não daria tempo para o café, mas faria um chá de macela para tirar o enjôo.Porém: cadê gás?
Saiu apavorado, chegou na garagem, ligou o carro: cadê gasolina?
Estava se sentindo uma ave fora do seu habitat e resolveu chamar um táxi.Ainda estava em tempo para chegar ao trabalho.
Após rodar 2 quilômetros o táxi rodopiou na pista batendo contra um muro. Ricardo e o motorista sofreram pequenas lesões.O taxista ainda tentou levar o passageiro, mas quando ligou o carro: cadê embreagem?
Inconformado, Ricardo acenou para o primeiro ônibus que passou. Após 3 quilômetros de viagem, foram parados por uma blitz.Ninguém poderia deixar o ônibus.E lá se foi... mais uma hora.
Quando liberados, ele estava exausto, horrível, mal -cheiroso pelo transtorno daquele dia.
Chegou no trabalho e deu de cara com o patrão. Olhou em cima da escrivaninha e viu sua foto com os amigos na primeira página do jornal.Sentiu vontade de comer aquele jornal diante o patrão, e se engasgar com o seu próprio ódio. Quem sabe assim passaria o enjôo.Como dar explicações por tudo que havia passado até chegar o local de trabalho? Cadê coragem?
Com a cara horrorosa o patrão entregou a advertência de quinze dias.
Ricardo voltou para casa exausto e decepcionado e, para sua surpresa, Marlene o esperava com um televisor que comprara a prestação.
Ele apenas olhou e perguntou:
— Chegou água?
Ela olhou torceu o nariz e disse:
— O caminhão que trouxe a TV furou o cano. Tomei banho na casa da vizinha.
Desanimado, Ricardo entrou em casa sem nada falar.Estava com medo até da sua sombra. Seu cachorro latiu mostrando a correspondência sobre a mesa.Ricardo abriu e leu o número premiado do bilhete de loteria que tinha ganhado de presente no aniversário.
Naquele instante, sentiu a grande virada da sua vida. Esqueceu tudo e mandou o patrão para o inferno.
Livro Entre sem bater- 50,51,52.Autora- Ivone Daura
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Limite
Limite do sofrimento
Era tarde da noite quando Altino, cantarolando, com o caminhar em ziguezague,quase sem o domínio das pernas chegou em casa para o jantar.Trazendo uma garrafa de pinga embaixo do braço, ele foi logo dizendo:
─ Mué arruma ai o feijão que hoje tou cum fome.
Enquanto Eva sua esposa ajeitava a panela de feijão sobre a mesa, Altino, levado pelo álcool, começou agredi-la. Empurrou a esposa, fazendo-a cair de bruços ao chão.
A pequena filha Bianca com lágrimas nos olhos gritou:
─ Mamãe não morra...!
Mas suas palavras foram caladas pelos “berros” daquele pai.
Altino, ainda sem consciência do mal que havia feito, pegou a panela de feijão remessou-a contra a parede e, pisou forte sobre a mesma.
Bianca, na sua inocência de criança, tentava retirar com uma colher, no espaço que restou daquela panela amassada, alguns grãos de feijão para saciar a fome.Comia o feijão misturado as lágrimas...
Enquanto isso, Eva permanecia desmaiada...Depois de alguns minutos recobrou a consciência e viu seu esposo deitado no chão da cozinha exalando o cheiro da cachaça.E, neste instante, ela maldiçoou seu casamento. Era preciso pensar para agir!
Levou Bianca para a cama rezou junto à filha.Deixou aquele quarto para dormir no quarto ao lado.Porém, agora,estava invadida por vários pensamentos.Nunca mais seria humilhada.Muito menos por aquele homem bêbado, que tantas juras de amor lhe fizera.Mil pensamentos lhe passavam pela cabeça.
Depois de rolar muito de um lado para o outro, conseguiu dormir.Somente foi acordada quando o sol adentrou pela fresta da janela.Ainda sentindo muitas dores no rosto e tórax, levantou, observou que algo estava errado.Foi até o espelho e ali se viu: um verdadeiro monstro pelas agressões do marido.
Ao ver o esposo estirado e roncando naquele chão da cozinha, ela não teve compaixão, apanhou o machado e decepou-lhe a cabeça, para nunca mais sofrer. O resto das migalhas de feijão uniu-se ao sangue do Altino.
Eva pegou sua filha pela mão. E antes mesmo das pessoas acordarem, no silêncio daquela manhã, enfrentando o frio do inverno, seguiu pelo caminho que levaria a outro destino.
Altino foi encontrado, por curiosos que perceberam os abutres rodando a casa.Nenhuma pista restou de quem o matou.
No bolso de sua calça havia um bilhete que dizia:
“Te amo, mas fui obrigada visitar mamãe, logo voltarei para nosso ninho de amor.EVA”.
Livro- Entre sem bater-Caderno de autoria SESC- p 48,49.Autora Ivone Daura
Era tarde da noite quando Altino, cantarolando, com o caminhar em ziguezague,quase sem o domínio das pernas chegou em casa para o jantar.Trazendo uma garrafa de pinga embaixo do braço, ele foi logo dizendo:
─ Mué arruma ai o feijão que hoje tou cum fome.
Enquanto Eva sua esposa ajeitava a panela de feijão sobre a mesa, Altino, levado pelo álcool, começou agredi-la. Empurrou a esposa, fazendo-a cair de bruços ao chão.
A pequena filha Bianca com lágrimas nos olhos gritou:
─ Mamãe não morra...!
Mas suas palavras foram caladas pelos “berros” daquele pai.
Altino, ainda sem consciência do mal que havia feito, pegou a panela de feijão remessou-a contra a parede e, pisou forte sobre a mesma.
Bianca, na sua inocência de criança, tentava retirar com uma colher, no espaço que restou daquela panela amassada, alguns grãos de feijão para saciar a fome.Comia o feijão misturado as lágrimas...
Enquanto isso, Eva permanecia desmaiada...Depois de alguns minutos recobrou a consciência e viu seu esposo deitado no chão da cozinha exalando o cheiro da cachaça.E, neste instante, ela maldiçoou seu casamento. Era preciso pensar para agir!
Levou Bianca para a cama rezou junto à filha.Deixou aquele quarto para dormir no quarto ao lado.Porém, agora,estava invadida por vários pensamentos.Nunca mais seria humilhada.Muito menos por aquele homem bêbado, que tantas juras de amor lhe fizera.Mil pensamentos lhe passavam pela cabeça.
Depois de rolar muito de um lado para o outro, conseguiu dormir.Somente foi acordada quando o sol adentrou pela fresta da janela.Ainda sentindo muitas dores no rosto e tórax, levantou, observou que algo estava errado.Foi até o espelho e ali se viu: um verdadeiro monstro pelas agressões do marido.
Ao ver o esposo estirado e roncando naquele chão da cozinha, ela não teve compaixão, apanhou o machado e decepou-lhe a cabeça, para nunca mais sofrer. O resto das migalhas de feijão uniu-se ao sangue do Altino.
Eva pegou sua filha pela mão. E antes mesmo das pessoas acordarem, no silêncio daquela manhã, enfrentando o frio do inverno, seguiu pelo caminho que levaria a outro destino.
Altino foi encontrado, por curiosos que perceberam os abutres rodando a casa.Nenhuma pista restou de quem o matou.
No bolso de sua calça havia um bilhete que dizia:
“Te amo, mas fui obrigada visitar mamãe, logo voltarei para nosso ninho de amor.EVA”.
Livro- Entre sem bater-Caderno de autoria SESC- p 48,49.Autora Ivone Daura
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Festa Nacional do Pinhão- 2011
FESTA DA TRADIÇÃO
Na cidade de Lages
Acontece a festa do pinhão
Com a dança da chula
E a sapecada no chão.
Tem rodeio crioulo
E torneio de laço
O peão grita na hora de montar
Participe se você é macho!
Tem encontro de namorados
Tem fandango de galpão
E para animar a festa
A brisa da noite congela o chão.
E acende a chama em cada coração
Venha curtir a festa da tradição
Venha comer as delícias
Feitas com o fruto-semente do pinhão.
Ivone Daura
Estamos na XXIII Festa Nacional do Pinhão-Você é nosso convidado de 16 a 26 de Junho / 2011.
Mais de 170 Shws em 11 dias de festa.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Pétalas de Rosas
Pétalas de Rosas
Sempre que Marina passava pela avenida observava uma linda menina na janela.Tinha tranças compridas, era sorridente e gostava de jogar pétalas de rosas lá do alto da janela para muitas crianças que passavam a caminho da escola.
As crianças estavam acostumadas a tamanha façanha e algumas até mesmo olhavam e diziam: ”Obrigada, menina da janela! Que Deus te dê muitas rosas no decorrer de tua vida”.
Um dia, Marina, uma das meninas que costumava colher da calçada as pétalas de rosas, sentiu grande curiosidade.Desejava chegar perto da menina sorridente.
Chegou até à porta, tocou a campainha e teve uma grande surpresa: a menina da janela não permitiu que a porta fosse aberta.
Apenas jogou para Marina um botão de rosa.Marina pegou o botão de rosa e saiu pensativa.Pó que será que ela não quis abrir a porta? Será que achou que eu estava mal arrumada, ou, quem sabe, achou-me feia?
Marina ficou triste.Continuou a passar em frente à casa da menina alegre, porém não olhava mais para a janela nem sequer juntava as pétalas de rosas que caíam sobre a calçada.Afinal talvez aquela menina fosse ambiciosa, orgulhosa, pois nem freqüentava a mesma escola.Talvez apenas quisesse “se mostrar” com aquele sorriso que contagiava a todos que passavam pela rua.
Marina não estava conformada.Era preciso descobrir a verdade, mas como? A menina não queria recebê-la.
Tudo aquilo fazia um emaranhado na sua inocente cabeça.Um dia ela parou defronte àquela janela, mas viu que a mesma estava solitária.A menina alegre não estava na janela.Marina movida por um impulso, tocou novamente a campainha. A porta foi aberta e apareceu uma senhora, com os olhos vermelhos de chorar e perguntou:
-O que desejas?
-Marina, ainda muito desolada, falou:
-Quero conversar com a menina alegre que joga pétalas de rosas para as crianças que passam pela rua.
Aquela senhora apenas perguntou:
-Você tem certeza de que está falando de uma menina alegre?
Sim!Outro dia vim aqui, ela não quis me receber.
Então Marina entrou naquela casa com um olhar desconfiado falando da menina alegre.No entanto, aquela senhora desabafou falando da menina da janela.
Ela fica amarrada em uma cadeira de rodas, todos os minutos de sua vida.Foi há muito tempo que ela sofreu uma paralisia.Contudo, fica feliz quando está na janela, e se realiza em ver a felicidade das outras crianças.Sua liberdade foi rompida no seu segundo aniversário.
Porém, faz uma semana que passou uma menina sem olhá-la.Ela sofreu muito com este desprezo.E entrou em depressão profunda.
Marina sentiu que ela era a menina, correu até o quarto abraçou Maria Cecília, pediu perdão e prometeu que seria sua melhor amiga.
Prontificou-se em ajudá-la com a cadeira de rodas, e a acompanhá-la sempre que precisasse de sua companhia.A menina da janela sentiu que,mesmo presa àquela cadeira,não precisaria fingir que era feliz porque na vida ela era feliz em todos os sentidos .O importante era amar a vida.
Aceitou sua deficiência.E surgiu ali a mais recíproca amizade, deixando espalhar, aos quatro cantos da cidade, a notícia de que Maria Cecília não tinha o domínio de suas pernas, no entanto, tinha os braços e as mãos que ajudavam a fazer seus dias diferentes.Sabia sorrir.E, por meio do seu sorriso, conquistou outras crianças.
E também aceitou a idéia de ser mais uma aluna da escola.Ela sabia que Marina sempre estaria ao lado, transmitindo seu afeto.Ajudando-a espalhar muito mais pétalas de rosas.
Editado no Carretão N.8- páginas 58,59 -Lages,agosto de 2005- Organizadora Maria de Loudes Varela Binatti- ALE- Associação Lageana de Escritoress
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